Caso Ana Maria Coloca Vereadores em Xeque

O caso envolvendo a vereadora Ana Maria, atualmente sem partido, virou o clássico “bode na sala” para os vereadores da Câmara Municipal de Ponta Grossa. Uma situação que parecia de fácil solução, acabou por ser conduzido para um lado complicado. Um lado que pode não ter saída,

Ocorre que a CPI emitiu um parecer dando conta de que Ana Maria teve uma conduta de falta de decoro parlamentar. O plenário aprovou o parecer e autorizou a abertura de uma CPP para a possível cassação da vereadora. E um primeiro momento, a CPP opinou pelo arquivamento do processo, alegando que a CPI não conduziu os trabalhos de forma correta e precisa. O parecer inicial foi rejeitado pelo plenário o que obrigou os vereadores a realinharem seus trabalhos.

É aí que está o problema.

Um novo parecer precisar ser exarado pela CPP, que tem no comando o vereador Márcio Schirlo, do PSB. Schirlo, ao lado de Julio Kuller (PSD) e de Rogério Mioduski (PP), estão enfrentando problemas, pois perceberam que, tecnicamente o que Ana Maria fez, foi não comparecer na sessão de eleição de Mesa Executiva. Se fosse somente isto, não teria problema. Ocorre que além da ausência, foi dada como sequestrada, o que não só colocou ela como suspeita de alguma tipo de armação, como também prejudicou sobremaneira a imagem da Câmara Municipal.

A repercussão do fato foi nacional, colocando os vereadores em saia justa, caso nenhuma providência fosse tomada, e o apelo popular por uma punição severa ganhou força, insitado à bem da verdade, por declarações e posturas inflamadas de alguns vereadores, adversários eleitorais de Ana Maria.

O fato é que os parlamentares estão “no mato e sem cachorro”, equivalente ao caçador embrenhado na mata, mas sem o seu amigo fiel para encontrar a codorna fazendo com que a mesma alçe voo para ser severamente abatida…complicado.

O problema para a CPP é que, mesmo com a situação técnica, existe a situação política. Qualquer parecer que tente isentar Ana Maria de punição vai contra a opinião e pressão popular, e por certo, no dia da votação as galerias estarão lotadas. Se o parecer for pela punição exemplar, poderá ser deflagrado um grande armistício político, pois alegam a presença de outros entes polítocos interessados tanto na ausência, como na presença da vereadora na sessão do último dia 1º de janeiro.

Quem terá habilidade para tirar este bode da sala? E qual seria a saída para os dois lados existentes dentro da Câmara Municipal?

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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