Indústria de fertilizantes comemora crescimento no ano

Simpósio Sindiadubos. Curitiba 21-10-2014.  foto Mauro Frasson.

A indústria de fertilizantes do Paraná chega aos últimos meses do ano comemorando os resultados obtidos em 2014, mas ainda apreensiva em relação a 2015. Com o preço das commodities agrícolas em queda no mercado internacional, os produtores não definiram as safras para o próximo ano, o que pode atrasar as encomendas de fertilizantes. O panorama do setor foi debatido nesta terça (21), no Campus da Indústria do Sistema Fiep, em Curitiba, durante o Simpósio Sindiadubos, promovido pelo Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná.

O empresário José Carlos de Godoi, presidente do Sindiadubos, afirma que o Paraná deve fechar 2014 com um aumento de 7% no consumo de fertilizantes. A dúvida, no entanto, é se no ano que vem o setor manterá o crescimento. “Neste momento, já tínhamos o agricultor definindo a sua programação para o próximo ano. Mas devido a incertezas nos preços das commodities, principalmente milho e soja, ele ainda não começou a pensar em 2015”, disse. “Isso acaba interferindo nas perspectivas do próximo ano. Talvez nos próximos dois meses a gente tenha uma queda nas entregas, porque o fertilizante que vai ser usado em janeiro e fevereiro já teria que estar sendo entregue em novembro e dezembro”, acrescentou. Além de atender o próprio Estado, as empresas paranaenses fornecem fertilizantes também para agricultores de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O crescimento do consumo de adubos e corretivos no Paraná segue uma tendência nacional observada na última década. De 2004 a 2014, houve um aumento médio anual de 3,5% nas entregas de fertilizantes no Brasil. Este ano, as entregas devem atingir a marca de 32 milhões de toneladas. Como o país não é autossuficiente na produção, a maior parte dos produtos comercializados pela indústria de fertilizantes é importada. Entre janeiro e setembro deste ano, 17,9 milhões de toneladas vieram de fora do país, contra 6,5 milhões produzidas em território nacional. (Fonte: Sebrae-PR).

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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