Comitê do Movimento Pró-Escarpa será lançado nesta quinta-feira

Ambientalistas, artistas e várias instituições que fazem parte do Movimento em Defesa da Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana e dos Campos Gerais fazem o lançamento do Comitê Pró-Escarpa em Ponta Grossa nesta quinta-feira, dia 28 de setembro.

Durante todo o dia serão realizadas atividades para informar a população sobre os problemas e consequências que a possível aprovação do Projeto de Lei que pretende reduzir a APA pode causar. A proposta atualmente está sendo analisada na Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) sob o número 527/2016 e prevê a redução da APA dos atuais 392 mil hectares para 126 mil hectares.

A programação do Movimento Pró-Escapa começa às 7 horas da manhã, com uma concentração na Praça Barão do Rio Branco, em frente ao Colégio Regente Feijó. Às nove horas, os manifestantes seguem em caminhada até a Câmara de Vereadores onde, às 10 horas, haverá uma aula pública com o professor doutor Gilson Burigo Guimarães.

A palestra vai explicar para a população o que é a APA da Escarpa Devoniana e o conceito de Campos Gerais, assim como os problemas que podem ocorrer caso o projeto de redução da APA seja aprovado.

Das 14 às 17 horas, uma barraquinha será montada no Calçadão da Rua Coronel Cláudio, no Centro, onde a população poderá encontrar informações sobre a APA da Escarpa e o sobre o Projeto de Lei; também serão coletadas assinaturas para uma moção Pró-Escarpa a ser enviada para a Alep.

Às 19 horas ocorre o lançamento do Comitê Pró-Escarpa Devoniana – Núcleo Ponta Grossa, onde são esperados representantes de diversas instituições, alunos, professores e comunidade em geral para um debate na Câmara de Vereadores.

O deputado estadual Péricles de Holleben Mello (PT), um dos primeiros a organizar a resistência na Alep para se contrapor ao projeto de lei de redução da área de proteção, salienta o aspecto cultural que envolve a discussão sobre a APA. “A questão da Escarpa não é apenas uma questão ambiental, mas cultural. A história das famílias que moram no Guartelá, as fazendas históricas, a Rota dos Tropeiros, a história da colonização, pinturas rupestres que contam sobre a ocupação da área pelos indígenas há milhares de anos, inúmeros recantos naturais ainda desconhecidos pela população. Tudo isso nos define como povo, define traços de nossa identidade.”

  • Da assessoria.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

View all posts by Paulo Sérgio Rodrigues →