Corregedoria deve investigar Felipe Passos e Pastor Ezequiel

Vereadores Pastor Ezequiel e Felipe Passos protagonizaram polêmicas na Câmara Municipa. Fotos: Kauter Prado – CMPG.
Pau que bate em Chico, tem que bater em Francisco também. Nas últimas semanas tivemos duas grandes polêmicas na Câmara Municipal de Ponta Grossa com relação a conduta de alguns vereadores e a possível falta de decoro parlamentar.
Inicialmente, tivemos o projeto de resolução de autoria do vereador Felipe Passos, o qual pretendia constituir maior rigor nas ausências dos vereadores nas sessões legislativas. Felipe alegou que o controle deveria ser mais rígido por parte da Mesa Executiva, e que as justificativas de ausências deveriam ser comprovadas.
Com este projeto, o jovem parlamentar comprou briga com um grupo muito forte de vereadores. Pode-se até dizer que este grupo comanda as ações gerais dentro do legislativo, coordenando o rumo das votações e o andamento da Casa de Leis. Ou seja, bateu de frente com os “tubarões” do legislativo.
Quis o destino que neste ínterim, o vereador e um assessor parlamentar viajaram para Roma, visitar o Papa e se ausentaram por 12 dias da Câmara. Com relação ao vereador, sem problemas. O detalhe é que o vereador Rudolf Polaco e o vereador Geraldo Stocco denunciaram que o assessor teria recebido o valor total do salário, sem desconto dos dias ausentes.
A denúncia feita em plenário, ganhou o papel e chegou até as mãos do corregedor geral Pietro Arnaud.
CAPÍTULO 2
Nesta semana, o vereador Pasto Ezequiel subiu na Tribuna e criticou a contratação do cantor Pablo Vittar para se apresentar na Munchenfest e disse que iria prender o referido artista caso este fosse visitar as escolas municipais, utilizando inclusive, expressões fortes. Ezequiel alegou que estava defendendo a moral e os bons costumes, as famílias e as crianças da cidade.
Claro e evidente que um discurso tão estridente como aquele teria repercussão, principalmente em setores mais liberais da sociedade. Tanto foi assim que o local reservado para o público ficou lotado na quarta-feira (18) quando manifestantes comparecem em grande número para protestar contra o pastor-vereador (ou vice-versa) e sua conduta caracterizada como “homofóbica” pelos simpatizantes do cantor.
Stocco e Rudolf denunciaram Felipe.
NA CORREGEDORIA
O caso do vereador Felipe Passos e de seu assessor já está na corregedoria, mas quanto ao Pastor Ezequiel Bueno ainda ninguém falou nada.
Se a Câmara Municipal é a Casa do Povo, e as regras que permeiam a conduta dos vereadores deve ser balizadora para todos os 23 parlamentares, entendemos que se a corregedoria vai investigar o caso do vereador Felipe Passos, obviamente que a conduta do pastor-vereador (ou vice-versa), também merece atenção do comando geral da Câmara Municipal. Por certo tal procedimento merece a confecção de uma denúncia formal para que se investigue também se não houve exagero por parte do policial militar da reserva em sua conduta enquanto parlamentar.
Afinal de contas, a isonomia é uma das virtudes na gestão pública, e os olhos da Lei não devem enxergar somente um lado, mas abrir bem os olhos para tudo que acontece, sem distinção.
Nesta seara, vemos que, sem julgamento de mérito, se houve ou não, de fato e de direito, a falta de decoro parlamentar em ambos os casos aqui narrados, o certo é que os dois merecem o mesmo tratamento, desde a recusa de uma eventual investigação, até uma penalidade mais branda que seja (uma advertência, por exemplo) para que tais fatos não voltem a ocorrer no cenário do legislativo de Ponta Grossa.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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