OPINIÃO: Mais agilidade e soluções definitivas para o cadeião Hildebrando de Souza

*PLAUTO MIRÓ GUIMARÃES FILHO

Estamos unindo forças e cobrando agilidade por parte da Secretaria da Segurança e Administração Penitenciária para serem efetivadas soluções imediatas e definitivas para um dos principais problemas de segurança pública do município, o presídio Hildebrando de Souza. A situação, que já se arrasta por anos, preocupa a população e voltou a ser destaque nos noticiários esta semana depois de mais um episódio de fuga de detentos.

O presídio tem graves problemas estruturais, sempre sofrendo com a superlotação, as péssimas condições de higiene nas celas, com poucas entradas de ar, presos dormindo em colchões podres, isso quando encontram espaço para deitar, e sujeitos a todo tipo de doenças e alergias. A sociedade inteira acaba pagando o preço por tanta precariedade, já que um lugar que deveria servir como reabilitação e reinserção social, se torna um ambiente que em nada contribui para esses objetivos.

Não podemos mais admitir que um prédio construído para receber pouco mais de 200 pessoas tenha que abrigar mais de 900. Se isso não mudar corremos o risco de vermos uma tragédia com os próprios detentos, com os agentes que trabalham e atuam na segurança do local, além dos moradores próximos ao cadeião.

Recentemente, eu e o deputado Márcio Pauliki destinamos por meio de emendas parlamentar conjunta R$ 300 mil para contribuir com a reforma e ampliação do prédio. Também por conta de um pedido meu, o Governo do Estado liberou R$ 223.729,68 para reparos hidráulicos e do sistema de monitoramento de vídeo.

A transferência de presos e um mutirão carcerário, por parte do poder judiciário, são medidas urgentes que ajudariam a desafogar as celas e amenizariam um pouco a gravidade do problema. Isso não descarta a necessidade de um projeto de reforma e ampliação de vagas.

Também precisa sair do papel com urgência um pedido antigo da população da cidade, a Casa de Custódia que teria espaço para 752 presos. Outra reivindicação constante que eu e o deputado Pauliki estamos fazendo. O projeto já foi licitado e aguarda aprovação da Caixa Econômica Federal. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp), o cronograma prevê o início das obras para o primeiro semestre de 2018.

Outra possibilidade para solucionar a superlotação, seria a implantação de celas modulares, equipadas com camas e banheiro. Ainda nessa semana recebi do diretor do Departamento de Execução Penal, Luiz Alberto Cartaxo Moura, a informação de que engenheiros vão fazer um levantamento de quantas unidades o pátio do cadeião comportaria. Ao deputado Pauliki, o diretor afirmou que no mínimo serão 70 vagas nesses módulos.

Vou continuar cobrando providências para que o caos não se estabeleça no Hildebrando. Temos uma penitenciária estadual considerada modelo até por outros estados, porque os demais equipamentos do setor carcerário de Ponta Grossa não podem seguir o mesmo rumo? 

  • Plauto Miró Guimarães Filho é deputado estadual e primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Paraná.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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