Sanepar “Afrouxa o Garrão” e pede retirada do projeto de renovação do contrato

In auto racing, a white flag means “last lap”. — Image by © Royalty-Free/Corbis

A Companhia de Saneamento do Paraná, estatal de economia mista (com participação de capital estrangeiro) enviou Nota Oficial à imprensa na tarde desta quinta-feira (7/12) dando conta de um ofício ao Prefeito Marcelo Rangel “sobre a retirada da proposta de renovação do contrato com o Município”.

De acordo com a Assessoria de Imprensa, ficará mantida a proposta de adesão a renegociação da dívida – Recred, da Prefeitura de Ponta Grossa com a Sanepar. 

Porém, “As tratativas de renovação do contrato de programa de saneamento com Ponta Grossa terão continuidade em 2018”, diz o final da nota.

PRESSÃO VENCE O JOGO

Graças a pressão da sociedade pontagrossense, quase que como um todo, a Sanepar e a Prefeitura de Ponta Grossa “afrouxam o garrão” e voltam atrás na intenção de colocar goela abaixo a renegociação da dívida atrelada a renovação do contrato.

A proposta apresentada pela Prefeitura através do projeto de Lei protocolado na Câmara Municipal é uma vergonha estrondosa. É um dos piores atos administrativos de um Governo Municipal que tive a oportunidade de presenciar. Não se sabe como o prefeito Marcelo Rangel teve a coragem de assinar um projeto desastroso daqueles.

Esta é mais uma prova incontestável da baixa qualidade da gestão de Rangel à frente da Prefeitura. Se no primeiro governo a situação já foi sofrível, agora com a reeleição parece que o radialista dublê de prefeito parece estar pouco se lixando para o que a população vai pensar de seus atos. 

Aliás, corre à boca pequena que Rangel quer mesmo dar prosseguimento em alguns projetos que ele entendem ser importantes (para ele ou para o grupo que ele representa) e aprovar seja do jeito que for, doa a quem doer.

Afinal de contas, o digníssimo prefeito está pavimentando algumas situações que aparecem muito clara nos bastidores: sua candidatura a deputado estadual, ou ainda, uma aposta muito forte na eleição de Ratinho Júnior para que possa conquistar uma “boquinha” no governo estadual, quem sabe até uma diretoria na Sanepar, porque não?

Seja qual for a opção, Marcelo Rangel deverá deixar os 3 anos e meio restantes do mandato na mão da vice, Elizabeth Schmidt, que pouco ou quase nada apita no governo.

Se a vice assumir, então podemos (“Podemos”???) nos preparar para diversas mudanças na administração municipal, a começar pelo quadro de secretários, os quais deverão ser trocados em quase sua totalidade, evidentemente.

Mas, este já será um outro assunto. Por enquanto basta que a Sanepar e o prefeito percebam que Ponta Grossa não é terra de cego, muito embora os comandantes do atual governo pareçam não ter nem mesmo um olho só.

  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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