Folha e Globo organizam ataque sistemático ao deputado Jair Bolsonaro. Por Quê será?

Deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República. Foto: Divulgação – Câmara Federal.

Nos últimos dias temos visto uma série de ataques sistemáticos do jornal Folha de São Paulo e também da Rede Globo, através de suas afiliadas e também empresas coligadas ao Sistema Globo de Comunicação, ao deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato a presidência neste ano.

A Folha, por exemplo, lançou na semana passada uma matéria comentando sobre ao auxílio moradia que o deputado recebe, mesmo tendo um apartamento próprio em Brasília. Além disto, a matéria fez uma soma dos salários de Jair Bolsonaro e deu filho Eduardo, que também é deputado federal, comparando o ganho salarial da família com o patrimônio obtido durante os anos na política.

Primeiro que a matéria é tendenciosa, pois faz a somatória dos ganhos dos dois deputados, quando ao analisar a evolução patrimonial do deputado Jair Bolsonaro, deveria fazê-lo de forma isolada. Segundo, que segundo dados levantados pela jornalista Joice Haselmann, da Veja, aparentemente, os imóveis listados pela Folha são normais, não tendo nada de extraordinários, podendo ser considerados dentro do padrão dos ganhos de um deputado federal com mais de 20 anos de trabalho.

Segundo, que a Folha erra ao não comparar a evolução patrimonial de Bolsonaro com outros deputados que tem o mesmo tempo de Câmara Federal, isolando a família Bolsonaro a comparação de valores de ganhos com a aquisição de bens.

Infelizmente temos que desconfiar de matérias com este perfil jornalístico.

GLOBO USA ESTRATÉGIA

Já a Rede Globo usa as empresas coligadas para fazer ataques constantes e sistemático. Aqui no Paraná, por exemplo, a Gazeta do Povo apresenta toda a semana matérias e comentários depreciativos ao deputado. A última publicada ontem (10) lança um certo descrédito ao presidente do PSL, o empresário Luciano Bivar. Mas, toda a semana, a Gazeta publica uma matéria depreciativa sobre o deputado Jair Bolsonaro.

A estratégia da Rede Globo de utilizar as empresas coligadas ao Sistema Globo, sejam TV´s, rádios e jornais, parece ser disseminada por todo país, principalmente depois que Bolsonaro, em uma entrevista para uma repórter da Globo, em Brasília, disse que, se eleito fosse, iria cortar a verba de publicidade do Governo Federal pela metade, inclusive da Globo. Será que tem alguma coisa a ver com outra? Não gostaria de acreditar nisto.

FALTA DE CRITÉRIO

É complicado criticar o trabalho de empresas jornalísticas de grande conceito como a Folha de São Paulo e a Rede Globo, empresas de mídia muito poderosas, perante as quais parecemos grãos de areia.

Porém, é complicado também se calar diante de tanta falta de critério, pois as reportagens são tendenciosas e só mostram lados depreciativos do deputado Jair Bolsonaro, dando a entender que a linha editorial revela claramente as preferências políticas de seus jornalistas, editores ou proprietários, pois caso contrário, todos os pretensos candidatos a presidente (todos!) deveriam ser alvo dos mesmos ataques.

Ao contrário, a Globo levou seu apresentador Luciano Huck, no último domingo, no Programa do Faustão, onde os dois apresentadores fizeram uma campanha explícita de Luciano, praticamente lançando o apresentador do Caldeirão como a salvação para todos os males do Brasil.

QUEM É BOLSONARO?

Polêmico sim, corrupto não. Por certo o deputado, se eleito for, não será a salvação do Brasil. Porém, diante da corrupção institucionalizada, diante de verdadeiros grupos de bandidos organizados que ocuparam os poderes neste país e dilapidaram a nação nos últimos anos, defendemos um tratamento de choque para o Brasil. Precisamos de alguém com posições fortes e linha dura para enfrentar o maior mal deste país: a corrupção desenfreada e a falta de civismo, de amor ao país, que desencadeia a sensação de impunidade na maioria dos malfeitores.

Claro e evidente que algumas posições de Bolsonaro são polêmicas. A questão da segurança, dos direitos humanos e da diversidade sexual entre alunos menores de escolas, são pontos de difícil percepção, uma vez que grupos distintos tem posições controversa, e muitas vezes, utilizam frases e comentários de Bolsonaro para distorcer o que de fato foi dito por ele.

Porém, quem nunca foi vítima de assalto. Quem nunca teve a sua casa arrombada. Quem nunca teve sua liberdade cerceada pela falta de segurança, sabe muito bem que é preciso lei mais rígidas para combater o crime.

Dizem ainda que ele não tem experiência em gestão, nunca governou nada e não entende de economia. Poderiam dizer também que ele não entende de corrupção e de desvio de dinheiro público.

Lula nunca governou nada antes de ser presidente do Brasil, e foi deputado por poucos meses. Deu no que deu!

É de se lamentar que grupos de mídia de tal envergadura e importância estejam se prestando a este papel vergonhoso. 

O MELHOR PARA O BRASIL

Portanto, acreditamos que o debate político deve envolver todas as opções, visando sempre a escolha do melhor para o Brasil, e não interesses particulares, de direcionamento políticos, partidários e econômicos. Quando uma grande empresa de mídia faz o que a Folha e a Globo estão fazendo com Bolsonaro, vemos claramente que os bastidores devem estar infestados de outros detalhes que não temos condições nem de imaginar

Lembramos, inclusive, o que aconteceu com a campanha feita pela Globo para eleger Fernando Collor e o resultado final todos nós verificamos pouco tempo depois.

Acreditamos que o trabalho da imprensa deve ser de mostrar as diversas faces dos acontecimentos, até para proporcionar ao leitor – em nosso caso – uma análise própria, sem interferência de gostos e paixões e, principalmente, de interesses pessoais ou de grupos econômicos.

Bolsonaro não é o salvador da pátria e não é o candidato perfeito. Isto não existe. Se eleito, terá enormes dificuldades principalmente para compor com o Congresso Nacional. Porém, estas dificuldades qualquer dos candidatos eleitos também terá. O que nos parece diferente é a conduta do deputado Bolsonaro, que – a princípio – não está envolvido em escândalos de corrupção, desvio de dinheiro público e toda esta ladroagem instituída no país, não tendo amarras com grupos políticos e econômicos.

Talvez por ser extremamente diferente da maioria dos políticos, Jair Bolsonaro seja alvo de uma campanha difamatória intensa, que nos faz pensar profundamente quais os motivos destes ataques. Quais interesses estariam por trás disto tudo?

Por fim, queremos salientar o respeito e admiração que temos com a Folha e a Globo, empresas que produzem mídia com qualidade inegável, composta (na maioria) por profissionais do mais alto gabarito, mas o procedimento adotado com relação a este caso do deputado Bolsonaro, nos faz repensar esta admiração e respeito, pois não há – em nossa avaliação – a razoabilidade e proporcionalidade desejadas nas matérias jornalísticas apresentadas.

O problema é que, diante do volume e intensidade dos ataques, é bem possível que o feitiço acabe virando contra o(s) feiticeiro(s).

  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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