Depois da bomba que caiu sobre Richa, Rangel recua e desiste do PSDB

Parece que o “voo” de Marcelo Rangel com Beto Richa nem decolou. Imagem do Tucano deve afastar aliados. Foto: Arquivo.
O prefeito Marcelo Rangel estava prestes a assinar a ficha de filiação ao PSDB do Paraná. Dizem até que ele chegou a viajar para Curitiba, onde teria uma reunião final com o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni. Entretanto, quando estourou a bomba sobre o Governo Beto Richa, na semana passada, com a Operação Lava Jato cumprindo mandatos de busca, apreensão e prisões no alto escalão do governo, Rangel recuou da intenção de mudar de partido.
Aliás, não foi apenas Marcelo Rangel que realizou o movimento de recuo para migrar ao ninho Tucano. Comentários de bastidores dão conta de que vários políticos estavam com a caneta na mão para assinar a ficha de filiação ao partido de Beto Richa quando a ação da Polícia Federal foi deflagrada.
Interlocutores comentaram a reportagem do Política Em Destaque que naquela manhã do dia 21 de fevereiro, quando policiais federais adentraram ao gabinete da Casa Civil, havia uma fila de espera, uma agenda cheia para que Rossoni atendesse visando, especialmente, a captação de novos filiados ao PSDB.
Rangel era um deles, e há quem garanta que tudo estava previamente marcado, com pompa e circunstância inclusive, para a assinatura do ficha partidária.
O prefeito anunciou nesta semana que ficará no PPS por enquanto. Até porque, com a atual situação, não tem muito o que fazer, a não ser esperar mesmo. Com a situação do deputado Ratinho Júnior cada vez mais complicada para ser o candidato oficial de Richa para o governo do Estado, e agora com esta bomba sobre Richa, os irmãos Marcelo e Sandro ficaram em uma sinuca de bico.
Enquanto os adversários políticos vão se ajeitando, ajustando suas posições visando as próximas eleições, o prefeito e o deputado federal se veem cada vez mais isolados, possivelmente até resultado das ações pretéritas da dupla.
Para completar, Aliel Machado, adversário das últimas eleições, mudou para o PSB num claro movimento estratégico e pode abrir um espaço que estava fechado.
E ainda por cima, há quem diga que outras surpresas podem ocorrer, até mesmo por conta do deputado Márcio Pauliki, que aguarda articulações com Osmar Dias visando a presença de ambos em uma determinada sigla partidária ainda dentro do mês de março.
O certo mesmo, é que a imagem do Governador Beto Richa já não estava boa. Agora então com esta Operação da Polícia Federal a situação piorou drasticamente. Se antes o movimento era de aproximação ao líder Tucano, agora será complicado aparecer ao lado do principal líder Tucano no Paraná.
Até porque candidatos apoiados por Richa terão enormes dificuldades para obter a confiança do eleitor e a melhor estratégia agora parece ser se afastar da imagem do Governador. Pelo menos nas fotos!
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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