Três lições de como começar mal um governo, segundo Cida Borghetti

Governadora produziu nomeações polêmicas e projetos impopulares. Foto: Arquivo.
A governadora Cida Borghetti parece ter aprendido bem rápido algumas lições de como começar muito mal a gestão de um governo estadual. Em pouco mais de uma semana no cargo, a governadora já produziu fatos, no mínimo questionáveis, os quais, se forem reproduzidos na mesma proporção, certamente a colocarão dentro os governantes mais desastrosos do Estado do Paraná.
Um dos primeiros indícios foi a nomeação de um advogado para a Procuradoria Geral do Estado, Sandro Kozicoski, o qual defendeu o irmão de Cida, Juliano Borghetti, na ação civil público por improbidade administrativa perante a Operação Quadro Negro.
Depois de alguns dias, nomeou Paulino Mexia para comandar o Instituto Ambiental do Paraná, cidadão condenado em 1ª instância da justiça em Maringá, denunciado pelo Ministério Público por obstruir a investigação sobre o corte de 41 árvores no Parque dos Pioneiros naquela cidade.
Não satisfeita, a governadora enviou para a Assembléia Legislativa o seu primeiro projeto de Lei, e justamente aquele que prevê reajuste zero para os servidores estaduais também em 2019, assim como já ocorreu em 2017 e 2018, quando o seu antecessor Beto Richa deixou os funcionários públicos a ver navios.
O tempo de Cida no Palácio Iguaçu é rápido. Nove meses andam na velocidade da luz, principalmente sob o olhar político. Neste sentido, ou a governadora tira de vez o rastro do governo de Beto Richa sob seu pés, ou certamente vai pagar o preço pelas decisões polêmicas tomadas nas urnas.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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