Osmar Dias endurece jogo com o MDB de Requião, que pode dividir palanque com Richa

Osmar Dias mantem a linha de não trocar apoio por cargos. Enquanto isto Requião e Beto podem dividir palanque. Quem diria?
O pré-candidato ao Governo do Paraná pelo PDT, ex-senador Osmar Dias, parece que vai mesmo cumprir com suas afirmativas em reuniões e palestras com lideranças durante suas andanças pelo Estado: não lotear os cargos do seu eventual governo por conta de alianças e apoios partidários,
“Se alguém quiser me apoiar, muito bem, eu aceito…agora fazer conchavos e negociatas loteando os cargos do governo, isto não vou fazer. Se ninguém apoiar, vou fazer campanha sozinho, mas não vou mudar minha linha”, disse Osmar durante encontro com lideranças em Ponta Grossa.
Diante disto, o namoro com o MDB do senador Roberto Requião foi por água abaixo. Para apoiar Osmar, o “velho MDB de guerra” do fanfarrão Requião queria a vaga de vice na chapa, e por certo, mais algumas secretarias estaduais “de porteira fechada”, ou seja, no pior estilo “aqui mando eu”. O MDB é assim mesmo: não lança ninguém na cabeça da chapa, gruda em que tem mais força pra ganhar, mas o seu apoio custa caro.
O MDB tem um respeitável Fundo Partidário e tempo de TV muito bom, os quais são requisitos importantes para atrair o apoio de lideranças e fazer com que candidatos ao governo pensem seriamente em concretizar a parceria.
Entretanto, a sede e gana de poder é tanta, que este apoio pode custar cara para quem o tiver, de fato.
Porém, com o descarte de Osmar em nomear os apadrinhados de Requião e Cia Ltda, o MDB ameaça ir para o lado de Cida Borghetti. A governadora tem mais jogo de cintura do que Osmar. Aliás, o manda-chuva do PP, deputado Ricardo Barros, tem mais jogo de cintura do que todos eles juntos (Osmar, Requião, Ratinho, etc).
Lembram de um personagem da Escolinha do Professor Raimundo, um turco que dizia: “Fazemos qualquer negócio!”. É por aí a linha desta gente.
Entretanto, será que o tal jogo de cintura seria para tanto?
Sem espaço para articular com Osmar, o MDB vai negociar com quem aceitar os termos do partido. “Vale tudo, só não vale perder eleição”, teria dito o próprio Requião outrora.
Agora, convenhamos: MDB e Requião junto com o PP de Ricardo Barros e Cida, junto com o DEM de Plauto, mais o PSDB de Beto Richa e equipe, ficaria, no mínimo, ridículo para o ancião senador, o qual parece, ter perdido de vez a compostura e a noção política depois de certos acontecimentos.
Certo mesmo está Osmar Dias. Fazer campanha prometendo tudo à todos, é fácil. Quero ver ter independência a cara limpa para explicar para montar uma equipe de governo priorizando a competência e a técnica, sem fazer promessas quase impossíveis de serem cumpridas.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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