Bolsonaro promete abrir a caixa preta do BNDES e da Petrobrás

Bolsonaro promete abrir a caixa preta das estatais para verificar como foram os desvios de recursos públicos. Foto: Adriano Machado (Exame).
O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira que pretende abrir os arquivos da Petrobras e do BNDES se for eleito, e declarou que a escolha do general Hamilton Mourão como seu vice o diferencia de adversários que escolherem mulheres para compor a chapa exclusivamente de olho em votos na eleição de outubro.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras, cujas sedes no Rio de Janeiro ficam na mesma avenida, já foram alvos de investigações da Polícia Federal contra a corrupção, em especial da operação Lava Jato.
Ao falar sobre a política de financiamento do BNDES durante palestra para empresários na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o candidato lembrou uma suspeita em torno de um empréstimo do banco à JBS que foi alvo de investigação da PF.
Bolsonaro disse que se fala muito no Brasil sobre a necessidade da abertura dos arquivos da ditadura militar, mas que outros arquivos, como o do BNDES, também deveriam se tornar mais transparentes. Mais tarde, em entrevista a repórteres, o candidato foi instigado a falar também sobre a Petrobras, e avançou na questão.
“Boa ideia. Tem da Petrobras também, e então vamos abrir os arquivos da Petrobras também. Nós temos que ser transparentes e não deixar essas empresas estatais serem feudos de partidos políticos”, disse o candidato, que contou com a presença do economista Paulo Guedes, seu principal assessor econômico, na plateia.
Bolsonaro também levantou suspeitas sobre a política de preços de combustíveis da Petrobras. As altas sucessivas dos preços neste ano dentro da política de paridade motivaram uma greve de mais de 10 dias de caminhoneiros que paralisou o país. Para encerrar o movimento, o governo negociou uma série de medidas com a categoria, entre elas o congelamento no preço do diesel.
“Não sei se os números que eu tenho são verdadeiros, mas o preço do óleo diesel nas refinarias sai a 90 centavos e a Petrobras ganha 150 por cento em cima disso”, afirmou. “Se for verdade, não pode em um monopólio estatal botar o preço que bem entender. Aí complica”, acrescentou.
  • Publicado pela Revista Exame.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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