O poder impreciso das pesquisas prejudica a democracia

Não dá para entender a estratégia do IBOPE em fazer duas pesquisas tão próximas. A anterior havia sido divulgada no final de agosto e agora, nem 15 dias depois, é divulgada nova pesquisa para Presidente, Senador e Governador. Isto sem contar que o horário eleitoral na TV e no Rádio nem bem começou direto.
Há quem interessa a divulgação de tais pesquisas da forma como vem ocorrendo?
Fica difícil acreditar nos números (e não na sequência de quem está em primeiro, segundo, terceiro…) quando vemos os erros grosseiros cometidos nas eleições anteriores.
Pesquisa deveria servir para dar um quadro aproximado da realidade, mas da forma como estão fazendo, estão perdendo a credibilidade cada vez mais.
A última do IBOPE, por exemplo, ouviu 1.204 eleitores no Paraná, e um universo de quase 8 milhões de eleitores. É muito pouco!
As pesquisas deveriam ser mais amplas, com um universo maior de pessoas para que uma amplitude maior do eleitorado fosse alcançada, aumentando o poder de confiabilidade.
O número de pesquisas aumenta na mesma proporção da desconfiança do eleitorado.
Desconfia-se também quais interesses que a divulgação de tais levantamentos atendem. O interesse do eleitorado, por certo, não.
Neste sentido, as pesquisas realizadas estão prestando um grave desserviço para a democracia brasileira.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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