Prefeitura venderá imóveis para pagar dívida, mas continuará tendo despesas com aluguéis

Câmara aprovou projeto para venda de imóveis da Prefeitura de PG. Foto: Kauter Prado – CMPG.
Foi aprovado em segunda discussão o projeto de Lei que autoriza a Prefeitura de Ponta Grossa a vender, através de leilões públicos, diversos imóveis próprios. Ao todos são 73 imóveis que deixarão de ser propriedade do município, uma vez que um levantamento técnico da Prefeitura apontou para a inutilidade dos mesmos, no momento.
A expectativa da Prefeitura é arrecada mais de 7 milhões de reais, valores que serão utilizados para pagar uma parcela da dívida da contribuição previdenciária patronal com o INSS.
PREOCUPAÇÃO
Mesmo aprovando o projeto de Lei, alguns vereadores levantaram alguns pontos sobre a venda destes imóveis. A primeira questão é que a Prefeitura paga aluguel de muitos imóveis onde funcionam órgãos ligados ao Poder Executivo. São salas e casas onde funcionam, por exemplo, os conselhos tutelares.
Então, a pergunta é: porque vender imóveis que poderia ser utilizados para abrigar a estrutura administrativa e ainda economizar com aluguéis?
Outro aspecto é que a justificativa para o pagamento de parcela junto ao INSS parecer ser bastante fraca, pois o montante a ser arrecadado com os leilões será suficiente somente para pagar uma parcela da dívida, correspondente a um mês do parcelamento vigente.
“Ou seja, a dívida continuará a existir, e a prefeitura terá o refresco equivalente a um mês do parcelamento somente”, destacou o vereador Ricardo Zampieri, autor dos questionamentos.
Para o vereador,  “seria importante fazer um levantamento destes imóveis, adequá-los para que possam ser utilizados, fazendo com que o município economize com o pagamento de aluguéis, sobrando mais dinheiro no caixa para fazer frente as outras despesas”, salientou Ricardo.
PALIATIVO
Entretanto, a Prefeitura Municipal limitou-se a apresentar um levantamento sobre as condições dos imóveis, justificando que seria melhor para o município vender estes imóveis para pagar o parcelamento, mesmo que tal situação seja apenas um paliativo para sobrar mais dinheiro em caixa em um determinado mês.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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