Desejo de renovação e “efeito Bolsonaro” mudam o mapa político do Paraná e do Brasil

Bancada de miliares dobrou no Congresso Nacional com o “Efeito Bolsonaro”. Foto: Revista IstoÉ.
O desejo de renovação dos eleitores brasileiros e o chamado “Efeito Bolsonaro” mudaram drasticamente o mapa político do Paraná e também do Brasil. Renovação recordes de cadeiras no Senado Federal, na Câmara dos Deputados e na Assembléia Legislativa, mostraram a classe política que o eleitor está mais crítico e mudou seu viés para o lado mais conservador, elegendo a maioria de seus representantes dos partidos considerados como direita.
MAIORIA REPROVA ESQUERDA
Depois da Eleição de FHC em 1994, pelo PSDB, um partido considerado de centro, o Brasil experimentou pela primeira vez uma sucessão de governos liderados por um partido de esquerda: o PT. Foi uma mudança radical, embora o PT tivesse que realizar coalizações com partidos e políticos mais conservadores pra poder garantir sua primeira eleição, o novo mandato de Lula e as duas eleições de Dilma. Porém,  excesso de concessões e articulações do PT desencadearam o maior processo de corrupção e desvio de dinheiro que o país já conheceu.
Com o desemprego em alta, a economia em baixa, e a corrupção desviando bilhões dos cofres públicos, o “mar de rosas” entre o PT e o brasileiro trabalhador e pequeno empresário, parece ter acabado de vez.
Grande parte do povo brasileiro mostrou nas eleições legislativas que deseja mudança. Primeiro porque velhas raposas da política nacional estavam com mandatos há décadas. Foram mandados para casa, sem cerimônia verdadeiras oligarquias: Sarney, Requião, Richa, Pimentel, Collor, Jucá, entre tantos outros.
Segundo, porque a desilusão com o PT e os partidos que o apoiaram foi tanta, que Fernando Haddad só conseguiu maioria de votos nas eleições presidenciais em 9 estados do nordeste.
O EFEITO BOLSONARO
A candidatura de um deputado, ex-capitão do exército, que promete linha dura na segurança pública, combater a corrupção, não negociando cargos em troca de apoio e redução do tamanho do estado, fez que o brasileiro visse em Jair Bolsonaro (e a linha que ele representa) um novo alento.
Além de prometer austeridade, Bolsonaro tem posturas mais firmes com relação a alguns temas polêmicos, e defende de forma veemente os valores da família e da propriedade.
Neste sentido, o brasileiro médio, aquele que conseguiu comprar casa e automóvel com o suor de seu trabalho, tem filhos em escolas, viu nas promessas de Bolsonaro, a segurança de que precisa para cuidar de sua família e almejar um futuro mais digno para seus descendentes.
O resultado de tudo isto é que o PSL, partido que até outro dia era inexpressivo, contará com 52 deputados federais, a segunda maior bancada da Câmara, e elegeu o deputado federal mais votado da história do Brasil, Eduardo, filho de Bolsonaro, com mais de 1,8 milhão de votos em São Paulo.
Além disto, o PSL viu surgir bancadas fortes nas Assembléias Estaduais, como no Paraná, onde o partido tem o maior número de cadeiras (8 deputados) e o deputado mais votado da história do Paraná, Delegado Francischini, com mais de 400 mil votos.
PROCESSO DE MUDANÇA DEVE CONTINUAR
Caso Bolsonaro seja eleito presidente no próximo dia 28, o brasileiro estará confirmando o recado: chega de esquerda. O viés que o brasileiro quer é da redução do tamanho do estado, segurança para sua família e economia a todo vapor para que todos possam progredir em condições de igualdade.
Neste sentido, não somente Bolsonaro e seu partido terão uma responsabilidade enorme: não matar o sonho destes brasileiros médios que pretendem tão somente criar seus filhos com segurança e poder vencer na vida com o suor do seu trabalho.
E se o governo e os políticos não atrapalharem, já estará de bom tamanho.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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