Justiça manda bloquear R$ 265 milhões em bens de Richa, Rossoni, Plauto e mais 11

Justiça determinou o bloqueio de bens de Plauto Miró, Beto Richa e Valdir Rossoni – Foto: AEN.
O Tribunal de Justiça do Paraná determinou, através de pedido de liminar do Ministério Público, o bloqueio de bens do ex-governador Beto Richa, do deputado federal Valdir Rossoni (PSDB), do deputado Plauto Miró (DEM) e de mais 11 pessoas envolvidas na ação que envolve a Operação Quadro Negro, que apura desvios de dinheiro público da construção e reformas de escolas estaduais.
O total bloqueado pela justiça chega a casa dos R$ 265 milhões, somados todos os valores dos 14 denunciados pelo Ministério Público. De Richa, Rossoni e Plauto, a justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões, de cada um deles, os quais ficarão imobilizados até a sentença final do processo.
Todos os envolvidos foram denunciados em ação de improbidade administrativa movida no dia 1º de outubro pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), do Ministério Público do Paraná. O bloqueio de bens considera eventual dano material, dano moral coletivo e multa civil.
Além de Beto Richa, Valdir Rossoni e Plauto Miró, ex-gestores da Secretaria Estadual da Educação e da empresa Valor Construtora, também tiveram ativos bloqueados: Edmundo Rodrigues da Veiga Neto, ex-diretor-geral da Secretaria de Estado da Educação (Seed); Eduardo Lopes de Souza, delator da operação e dono da Valor Construtora; Evandro Machado, engenheiro e ex-coordenador de fiscalização da Seed; Luiz Eduardo da Veiga Sebastiani, ex-secretário da Fazenda; Marilane Aparecida Fermino, assessora do ex-diretor-geral da Seed; Maurício Fanini, ex-diretor de Engenharia e Orçamentos da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude); Tatiane de Souza e Vanessa Domingues , “sócias-laranjas” da Valor; Viviane Lopes de Souza, irmã de Eduardo; e a própria Valor Construtora.
O MP, através da ação, pede a condenação dos réus por improbidade administrativa, principalmente relacionada a negociações para a realização de aditivos contratuais para as obras de construção e reformas, muitas delas que nem saíram do papel. Diversos obras ainda estão paradas pelo Estado do Paraná.
De acordo com o Gepatria, o esquema “pré-combinado” entre Maurício Fanini e a Valor Construtora, era de baixar o preço até limite máximo nas licitações, para evitar que outra empresa ganhasse a concorrência, e depois acertar o valor do contrato via aditivos, de onde – segundo o delator – foram realizados os desvios para as campanhas de Beto Richa, Rossoni e Plauto.
DEFESA DOS RÉUS
Em nota, a assessoria do ex-governador Beto Richa, afirmou que “a defesa só irá se manifestar no processo”.
“O Deputado Plauto Miró já prestou os devidos esclarecimentos sobre o assunto para o Ministério Público, e somente se manifestará sobre o fato perante o Poder Judiciário, quando for oficialmente intimado para tanto”, diz o texto de sua assessoria ao site Bem Paraná.
O advogado Cid Campelo, que representa Valdir Rossoni, afirmou que seu cliente “não foi citado dos termos da ação e do despacho. Quando isso acontecer vai pedir a revogação pois não cometeu nenhum ato de improbidade administrativa”.
  • Publicado pelo Bem Paraná.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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