Afinal, qual será o conteúdo do temido pendrive do deputado Plauto?

As palavras do pronunciamento feito pelo deputado estadual Plauto Miró ainda ecoam pelos corredores e gabinetes da Assembléia Legislativa do Paraná, ressoando também no prédio do outro lado da rua, o Palácio Iguaçu, depois da tarde da última terça-feira, dia 12. Informações de bastidores dão conta de que, depois do pronunciamento do deputado, foi um corre-corre na Assembléia, uma chuva de ligações telefônicas e conversas de pequenos grupos. Foi um misto de espanto, surpresa e admiração.
Entre frases de efeito, gestos e expressões nunca antes utilizadas pelo parlamentar em sua longa história de 28 anos na Casa de Leis do Paraná, alguns pontos da retórica chamaram a atenção. Afinal, até então, Plauto jamais fez um discurso extremamente duro, porém, dito em tom de voz suave, tranquila, apenas acentuando o tom em determinados momentos, quando quis destacar um nome ou outro.
Um dos pontos principais é o conteúdo de um certo pendrive, o qual Plauto Miró Guimarães Filho diz estar guardado de forma segura fora do prédio da Assembléia Legislativa. Além disto, o parlamentar disse estar de posse de cópias de todos os documentos que tramitaram pela Primeira Secretaria, da qual foi titular nos últimos 8 anos.
Não seria nada de mais realizar a cópia de documentos. Experientes e prevenidos administradores costumam guardar documentos importantes fora da sede das empresas, ou de suas residências, até mesmo para evitar sumiços indesejados, ou a perda de documentos através de acidentes, como um incêndio por exemplo. É uma precaução comum no mundo corporativo. Dizemos que é prudente fazer backup dos dados e informações relevantes.
Entretanto, quando Plauto diz também que viu e ouviu muita coisa, que por ele passaram muitas reivindicações – muitas vezes – de deputados gulosos, e que tomou esta providência de realizar cópia de “tudo para se defender futuramente”, ficamos nos perguntando, e a população do Paraná por certo também, qual será o conteúdo do dito pendrive do deputado Plauto e quais informações cabulosas eventualmente este dispositivo pode conter.
Como o deputado não revelou o conteúdo, podemos apenas vaticinar sobre os documentos copiados. E aí vem uma série de perguntas:
Qual o conteúdo destes documentos?
Quais agentes políticos podem, eventualmente, podem ser atingidos pela revelação pública do conteúdo do pendrive?
Haveria uma ligação entre a atuação do deputado na Primeira Secretaria e membros do antigo e do atual governo do Estado?
Quem são os deputados “gulosos”?
Porque Plauto comentou este fato somente agora que não está mais na Mesa Executiva da Assembléia e parece ter perdido grande parte de sua influência política?
Há quem diga nos corredores da Assembléia, que Plauto tem muito mais munição a gastar ainda. Que este discurso teria sido apenas o início de uma grande guerra que o deputado pretende travar, caso “forças obscuras” teimem em continuar ofuscando sua influência política.
Seja lá o que for, por quais motivos forem, o certo é que a população do Paraná precisa que os deputados sejam mais transparentes, porque senão ficamos imaginando que todos os deputados que conviveram com Plauto na Primeira Secretaria, possa ter alguma tipo de situação que possa ser revelada pelo pendrive, até mesmo por quem ocupava e/ou ocupa cargo no Governo do Estado.
Uma coisa podemos ter certeza: as palavras de Plauto Miró não foram a toa! Se para nós, aqui de fora, nada do que foi dito ficou muito claro ainda, por certo, para determinadas figuras do alto escalão político do Estado, as palavras e frases tiveram endereço certo.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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