Vereadores questionam secretário municipais, possíveis candidatos em 2020

Vereadores estariam questionando trabalho de alguns secretários municipais. Problema político para o governo. Foto: Arquivo.
Uma verdadeira guerra por espaço político esta começando nos bastidores da política de Ponta Grossa. Ocorre que uma boa parte dos vereadores da Câmara Municipal de Ponta Grossa estão revoltados com alguns secretários municipais que, em síntese, não tem atendido as reivindicações e pedidos dos parlamentares para diversas demandas nas vilas e bairros.
Este grupo de vereadores detectou que estes secretários municipais estariam se preparando para lançar candidatura a uma cadeira na Câmara Municipal em 2020, concorrendo com os atuais parlamentares na disputa pelos votos dos pontagrossenses.
Alguns vereadores tem tratado deste assunto publicamente até, em pronunciamentos na Tribuna da Câmara, mas ainda de forma tímida e nas entrelinhas. Porém, a maior briga está nos bastidores. O atual presidente da Casa, Daniel Milla, e o ex-presidente Mainardes estão tetando remediar a situação, articulando para este grupo de vereadores não se revoltem definitivamente contra o Governo Municipal, mas a situação estaria saindo do controle.
De acordo com os parlamentares, que preferem não ser nominados neste momento, a situação está ficando insustentável. “O prefeito não nos atende. Deixa tudo nas mãos dos secretários, que fazem o que bem querem…e eles não vem atendendo os nossos pedidos para demandas da população”, comentou um deles.
Um dos vereadores deste grupo contou sobre um fato ocorrido no final do ano passado, quando pediu uma pequena obra em uma vila do bairro de Uvaranas, e quando ficou sabendo que o serviço foi realizado, tinha combinado com o secretário para verificarem a conclusão juntos. Porém, segundo relato do vereador, o secretário foi sozinho e publicou a realização dos serviços nas redes sociais como se fosse uma demanda somente dele.
Os alvos principais da revolta dos vereadores seriam o Secretário de Governo, Maurício Silva, vereador licenciado, e que certamente deverá se deixar o governo municipal no início do ano que vem para tentar um novo mandato nas urnas. Outro nome citado é do secretário Marcio Ferreira, que teria revelado publicamente sua disposição de disputar as eleições no ano que vem, e também do secretário Celso Santana, considerado por muitos, um dos preferidos pelo prefeito Marcelo Rangel para as próximas eleições.
Outro questionamento seria um ocupante de cargo de diretor de departamento, o qual estaria realizando “campanha” antecipada, utilizando-se inclusive de um determinado veículo de comunicação oficial de forma ostensiva para alavancar seu nome perante a comunidade que atende.
“Nada impede deles se lançarem candidato no ano que vem. Todo mundo pode. O que não aceitamos é sermos ignorados pelo governo, através de nossos pedidos para a população e eles levarem todos os créditos do que está sendo feito nos bairros. Além disto, eles pegam nossas demandas e levam dizendo que foram eles que fizeram tal coisa”, revelou um dos vereadores que está revoltado com a situação.
O presidente da Câmara e outros vereadores da base governista tentam colocar panos quentes na situação, mas está complicado. Mesmo defensores mais ferrenhos do governo não estão nada satisfeito com o tratamento recebido nos últimos meses.
Pelo andar da carruagem, tudo indica que a situação não tende a se amenizar. Pelo menos por enquanto, os vereadores querem uma solução para o problema. Sinal disto são as votações em plenário. Os governistas tem adotado a estratégia de pedir vistas a projetos que podem ser rejeitados, uma vez que o governo não teria, neste momento, 16 votos para aprovar propostas que necessitem de 2/3 dos votos favoráveis.
Eis um grande problema político para o governo municipal.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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