Compra de porta de R$ 18 mil pela Câmara Municipal, gera polêmica em Carambeí

Com a proximidade das eleições municipais, cada vez mais os ânimos dos políticos tendem a se exaltar. Em Carambeí, não é diferente. Situação e oposição devem apresentar cada vez mais situações de antagonismo, muitas vezes dando publicidade para assuntos internos para atrair a atenção da população.
É o caso revelado pelo jornal Correio Carambeiense nesta terça-feira, envolvendo a compra de uma porta de vidro por parte da Câmara Municipal, que ao todo, entre materiais e mão de obra, deve custar quase R$ 18 mil aos cofres públicos. A compra, é claro, foi questionada por alguns vereadores e a discussão foi parar nas redes sociais.
Muitas pessoas questionaram o gasto, alegando ser desnecessário neste momento, sendo que o valor poderia ser empregado em outras prioridades. “Esses dias tinha pessoas internada no postinho e não tinha medicamentos pra fazer tiveram que ir comprar para as enfermeiras…” escreveu uma internauta.
“Descaso, 17 mil poderia e pode ir para área da saúde,mais como é limitado,o valor para saúde,ai fazem a festa, esperem 2020 ta chegando…” escreveu outro.
E assim foram diversas críticas as postagens feitas por populares e também por parte da imprensa local.
 O presidente da Câmara, vereador Diego Silva, respondeu alguns comentários também pelas redes sociais. “Sobre os remédios que você cita (referindo-se ao comentário de uma pessoa) é só verificar algumas sessões anteriores onde expliquei aos demais vereadores, como e onde se aplica o orçamento! Qualquer coisa estamos a disposição!”, escreveu.
O problema é que fica difícil convencer a população que precisa de atendimento médico e remédios, e muitas vezes não tem este suporte do Poder Público, de que é necessário gastar quase 18 mil reais em uma porta de vidro para a Câmara Municipal, sendo que tal gasto, a princípio, não seria uma prioridade no momento.
A boa gestão pública esta em atender as necessidades da população elencando prioridades. Tal qual no orçamento doméstico e privado, gasta-se primeiro onde é preciso e essencial e depois, se sobrar, em outras coisas.
Grande parte dos gestores públicos ainda não aprenderam este “Be-a-bá” da administração.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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