Partido Aliança aguarda homologação do TSE para participar das eleições municipais

O Vereador Ricardo Zampieri e a deputada Aline Sleutjes, aguardam a confirmação do registro do Aliança Pelo Brasil. Foto: Arquivo.
O Partido Aliança Pelo Brasil, recentemente criado para abrigar dissidentes do PSL, os quais não concordam com os rumos do partido depois da eleição de 2018, está aguardando a homologação do registro junto Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, para que seus futuros filiados possam participar das eleições municipais em outubro próximo.
De acordo com o vereador Ricardo Zampieri, um dos coordenadores da sigla em Ponta Grossa, “a expectativa de nossos advogados em Brasília é consigamos a liberação do registro até abril, prazo para que as filiações estejam concluídas e possam participar das eleições”, destacou.
Ricardo comentou ainda com a reportagem do Política Em Destaque, quais seriam as alternativas, caso não possível conseguir a homologação antes do prazo final. “O Aliança é nosso Plano A. Se não der certo, em função do prazo, a ideia do grupo é filiar os possíveis candidatos em outro partido também aliado ao presidente Jair Bolsonaro para podermos participar das eleições municipais”, disse.
Sobre a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro, de que o Aliança não deveria participar das eleições municipais deste ano para que houvesse uma depuração interna, evitando o que ele chamou de contaminação que ocorreu no PSL, Ricardo Zampieri disse que “entendemos ser uma opinião pessoal do Eduardo Bolsonaro, a qual nós respeitamos, porém entendemos também que seria importante conquistar o direito de já participar do pleito deste ano”.
O vereador ainda está no PSL, mas salientou que tem 99% de chances de fazer a troca na janela em março. Porém, Ricardo não quis comentar sobre quais seriam as opções de partido, caso o Aliança não consiga o registro até abril: “estamos avaliando ainda com todo o grupo quais seriam as opções. Temos algumas e vamos analisar até que a situação do Aliança seja definida”, destacou.
Porém, a reportagem apurou que o Patriota seria uma das siglas de maior agrado por parte do grupo que coordenada o Aliança Pelo Brasil na região dos Campos Gerais.
Ainda não existem executivas e provisórias definidas na região ou em Ponta Grossa. Esta situação deverá ser concluída tão logo o partido consiga o registro definitivo no TSE. O que se sabe, por enquanto, é que a deputada federal Aline Sleutjes deverá ser a coordenadora regional, enquanto o deputado Felipe Barros, de Londrina, muito provavelmente será guindado a condição de comandante do partido no Estado do Paraná.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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