Bolsonaro abre os cofres para estados e governadores entram em consenso com governo

A reunião entre o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia, o presidente do Senado Federal, David Alcolumbre, além de ministros e assessores, com 26 governadores, através de videoconferência nesta quinta-feira (21), mostrou que quando o trata-se de socorro financeiro, todos baixam o tom do discurso e defendem a manutenção da paz política entre as principais autoridades do país.
O Governo Federal, que por circunstâncias constitucionais, concentra grande parte da arrecadação de tributos, tem o maior potencial de caixa para, em momentos de crise, socorrer estados e municípios. Agora, mais do que nunca, tal ajuda é bem vinda e necessária.
Em nome de uma paz política estratégia e socorrista, tanto o presidente Bolsonaro, como Maia, Alcolumbre e governadores, principalmente aqueles mais críticos ao atual governo, abaixaram o tom do discurso e saíram da reunião falando em “consenso”.
Ora bolas, afinal de contas, R$ 60 bilhões de reais é uma boa grana, e os estados onde os governadores são mais críticos, por oportunismo político – diga-se de passagem – são aqueles que receberão o maior quinhão governamental, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Era o mínimo que o povo brasileiro esperava de suas principais lideranças governamentais: evitar debates e confrontos desnecessários e oportunistas, em nome de um bem maior: recursos financeiros para ajudar quem mais precisa, o trabalhador que perdeu emprego, o microempresário que perdeu a renda, enfim, milhões de pessoas que estão lutando pela saúde e pela sobrevivência.
Imaginemos todos se, desde o início da pandemia do Coronavírus, estas mesmas autoridades tivessem reunidos esforços, inteligência e estrutura governamental para evitar o confronto, dar uma trégua na disputa política, e pensassem única e exclusivamente em combater o único e verdadeiro inimigo do Brasil, o vírus terrível que ceifa vidas brasileiras e CNPJ´s todos os dias. Certamente o clima no país seria mais favorável.
Tomara que a linha mais tênue, os discursos mais contidos, os ânimos menos exaltados se mantenham durante os próximos meses, para que tanto o governo como os demais poderes constituídos possam falar uma única língua e deixarem para depois suas divergências políticas e interesses pessoais.
Até porque, nos parece bem claro, que os políticos que mais procuram surfar na onda da pandemia, são aqueles que mais serão cobrados por suas atitudes, atos, palavras e omissões quando o pior desta crise passar. Ficará na lembrança  dos brasileiros os nomes daqueles que deixaram de lado ambições pessoais e questões partidárias e pensaram no bem maior, cuidaram da saúde do povo, deixaram de lado divergências e lutaram para que a pandemia pudesse ter o menor impacto possível tanto na saúde como na vida financeira da pessoas físicas e jurídicas.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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