Eleições Municipais: atual cenário favorece os candidatos mais conhecidos

A atual situação de crise provocada pelo coronavírus, onde a preocupação das pessoas é prioritariamente com a saúde e com a sobrevivência da sua família, cria um cenário político instável para os pretensos candidatos a prefeito, vice e vereadores. E diante desta situação, quem já tem seu nome conhecido pelo grande público eleitor, leva vantagem.
Ocorre que, como dissemos na introdução, a grande maioria dos brasileiros está preocupada, primeiro, em não ficar doente, principalmente deste terrível vírus que assola a humanidade. Em segundo lugar, os chefes de família e provedores, estão preocupados em como vão sustentar seus protegidos e a si mesmo com a crise econômica, com o fechamento de empresas (principalmente pequenas) e o desemprego batendo as suas portas.
Além destas preocupações, que são as prioritárias, existem outras e podemos colocar a politica entre os assuntos que menos preocupam o povo e, podem apostar, muita gente ainda nem se deu conta de que tem eleições municipais marcadas para este ano.
Assim, o cenário mostra-se favorável para quem já tem mandato, quem já teve mandato, quem foi candidato e conquistou boas votações passadas, ou ainda, quem detém, por força de suas atividades ou preferências, contato direto com a população, principalmente aqueles que atual na mídia, rádio, TV e internet já há algum tempo.
Candidatos a reeleição como vereador, por exemplo, estão em vantagem, pois, independente de analisarmos o mérito da qualidade de seus mandatos, já são conhecidos da grande massa de eleitores, e como comprovam pesquisas, na hora da votação, na dúvida, o eleitor vota em quem conhece, quem ouviu falar, ou seja, em quem já está na vitrine.
Ex-vereadores também tem esta predileção, principalmente aqueles que continuaram a manter contato com o público, além de figuras que já vinham se mostrando para o grande público por suas atividades profissionais ou coligadas, podem se considerar favorecidos pelo atual estágio político-eleitoral.
Isto explica-se também pelo fato de que simplesmente não há tempo e espaço para se fazer uma campanha tradicional. Se o modo de fazer campanha já vinha mudando nas últimas eleições, com preponderância cada vez maior das redes sociais, na atual circunstância de pandemia, a campanha eleitoral praticamente torna-se uma exclusividade das mídias sociais, e a conclusão geral de analistas políticos e dirigentes partidários, é que não há mais tempo hábil para que candidatos sem uma mínima densidade eleitoral venham a ganhar um espaço neste vitrine já bastante concorrida.
Resultado: os candidatos mais conhecidos levarão vantagem, sem dúvida alguma, exceto se um fato novo e de grandes proporções venha ainda a ocorrer.
Outro fenômeno que deve ocorrer como consequência do agrupamento destes fatos, é a redução do número de candidatos. É muito provável que as eleições municipais deste ano tenham um número bem menor de candidatos, principalmente a vereador, em comparação com pleitos anteriores, somando-se a todo já comentado o fato de que não haverá coligação para as eleições proporcionais, o que desestimula outro tanto de pré-candidatos.
Desta forma, caros leitores(as), concluímos que, salvo acontecimentos supervenientes, os nomes colocados para eleições de prefeito e vice deverão ser os mesmos que já vinham sendo comentados e avaliados até em pesquisas de opinião anteriores a pandemia, sem grandes mudanças ou novidades.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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