Candidatos(as) precisam ser responsáveis e transparentes com as promessas de campanha

Com o registro de candidaturas para a Prefeitura de Ponta Grossa acontecendo neste final de semana, pré-candidatos(as) a prefeito da cidade já começam a apresentar suas ideias e propostas de governo. A população deve ficar atenta, principalmente porque devemos cobrar transparência total e responsabilidade com a apresentação de propostas e promessas eleitorais.
Temos a certeza absoluta que os três homens e duas mulheres, e seus respectivos vices, que se apresentaram para que a população pontagrossense escolha o próximo prefeito, tem as melhores das intenções e querem o melhor para a cidade.
Entretanto, entre propostas e ideias que serão apresentadas, é importante que os candidatos se preocupem em apresentar situações factíveis, e que sejam exequíveis, pelo menos em sua grande maioria.
Claro que não vamos esperar que 100% das propostas apresentadas pelo candidato(a) vencedor(a) sejam aplicadas na práticas durante os 4 anos de governo. Isto seria utopia. Existem diferenças enormes entre a ideia e a execução da proposta na prática.
Porém, acreditamos que um grau aceitável exequibilidade das promessas que se tornam realidade, deva girar em torno de 80% para que o – agora – candidato não seja cobrado de forma veemente durante os próximos anos, levando os seus eleitores a população em geral a frustação.
É comum nas eleições que candidatos se aventurem em promessas, que são de fato muito boas na teoria, e que realmente tem vontade de realizar, mas ao chegar ao gabinete central do prédio da Prefeitura, percebem que para colocar em prática estas ideias, existe uma configuração de “pode” e de “não pode” antes não conhecida pelo gestor público.
A Prefeitura Municipal é uma empresa bem diferente dos demais ramos de atividades. O faturamento é bem alto, mas os compromissos são igualmente pesados. Porém, são duas as grandes diferenças entre administrar uma empresa, seja do qual porte for, e a Prefeitura do município: primeiro que toda a arrecadação de recursos vem dos impostos, taxas e contribuições pagas pelo povo, e todos os gastos também devem retornar em benfeitoria do povo. Segundo, existem leis e regimentos severos quanto ao controle e aplicação destes recursos que amarram de tal forma o administrador público, o qual fica quase na totalidade preso a obrigações e legalidades, que pouco sobra para que de fato possa realizar suas promessas de campanha da forma como deseja.
Ainda mais: a grande maioria das obras e realizações do governo municipal passa, necessariamente, pela habilidade do prefeito(a) eleito(a) em montar uma equipe de assessores, no caso os secretários municipais, composta por pessoas não somente imbuídas de bons propósitos, mas também habilidosas e competentes para conduzir a pasta no sentido de apresentar o melhor rendimento possível dentro do fluxo de ideias apresentadas na campanha.
Então, meus amigos e amigas, ficamos na expectativa e na torcida para que os homens e mulheres que estão colocando seus nomes a apreciação do povo de Ponta Grossa, tenham responsabilidade na hora de formular e apresentar suas propostas, pois certamente serão severamente cobrados a partir de janeiro do ano que vem em suas resoluções.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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