Com 5 candidaturas confirmadas, Ponta Grossa terá uma eleição muito disputada

Prof. Edson, Professora Elizabeth, Prof. Gadini, Mabel e Pauliki. Disputa promete ser acirrada em PG. Foto: Eduardo Farias, Blog do Doc.Com.
Antes do período das convenções partidárias a expectativas é de que Ponta Grossa teria, pelo menos, 8 candidatos a prefeito nestas eleições municipais. Entretanto, com o final do período convencional, restaram 5 candidaturas, situação que promete acirrar bastante a disputa.
Os partidos que representam a lada da esquerda na cidade terão dois candidatos, ambos ligados a área de educação universitária. Pelo PSOL, o Prefessor Gadini terá como vice Lineu Kieras, ambos professores universitários. O PT lança Professor Edson, que foi um dos principais assessores de Péricles de Mello durante a gestão 2001-2004 na Prefeitura de Ponta Grossa. Edson terá o pastor João Carlos Oliveira Andrade como vice. Destes nomes, apenas João Carlos não é professor universitário.
Talvez a candidatura mais a direita seja de Márcio Pauliki, que é do Solidariedade, partido tradicionalmente ligado a questões sociais, mas que na prática não tem nada de esquerda. Aliás, a atuação política-social de Márcio Pauliki tem muito mais a ver com a direita. Neste sentido, o vice, Ricardo Zampieri, é mais ainda ligado a blocos conservadores, pois foi um dos principais articulares da visita do então presidenciável Jair Bolsonaro a Ponta Grossa no começo de 2018.
O grupo de partido que apoiam a candidatura de Pauliki-Zampieri também comprova esta linha de raciocínio, principalmente se contarmos com o PRTB, partido do vice-presidente General Mourão, e o PSL, partido pelo qual o presidente Bolsonaro foi eleito.
Mais ao centro temos a candidatura da Professora Elizabeth Schmidt, filiada ao PSD, e com apoios do PSDB, PV e Avante, partidos de linhas mais alinhados ideologicamente com causas socialistas, posicionadas mais ao centro, com variações de direita.
Já a candidatura da deputada Mabel Canto, tem posições mais alinhadas a esquerda. Mabel está no PSC, partido de centro-direita, mas tem forte apoio do PSB ( partido de esquerda oposição ao governo Bolsonaro), MDB (centro), PDT (centro-esquerda), PP e Cidadania (antigo PPS) partidos também de linhas socialistas.
Muitas pessoas defendem a ideia de que na eleição municipal a ideologia partidária não conta. O povo vota nas pessoas. Parte disto é verdade, mas boa parte não. Ninguém pode ser candidato a prefeito sozinho, senão através de partidos. Logo, alguém só pode ser candidato(a) se os “donos do partido” quiserem, principalmente a nível estadual e federal.
No caso de eleições municipais, normalmente os comandantes dos diretórios estaduais é que dão as cartas. Dificilmente o diretório nacional se envolve, a não ser que seja em grandes capitais estratégicas para eleições nacionais.
Mesmo que seja normal que partidos de centro ou até mesmo de esquerda venham a apoio eventualmente um candidato visivelmente de direita, e vice-versa, se analisarmos as composições das coligações em Ponta Grossa, vereamos que as ideologias partidárias estão quase que totalmente alinhadas uma em cada candidatura, salvo pequenas diferentes aqui e ali,
Entretanto, o que irá marcar, certamente, estas eleições municipais em Ponta Grossa, será a disputa acirrada. Com menos candidaturas já no primeiro turno, a tendência é que a disputa se monopolize em poucas frentes, lembrando sempre que é a primeira vez que temos, de uma vez só, duas mulheres como cabeça de chapa na disputa majoritária. Este fato também ajudará para que a eleição seja disputada voto a voto.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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