Para quem ainda não tem um vice, veja os pontos fundamentais para escolher o(a) companheiro(a)

A procura de um(a) candidato a vice na chapa majoritária parece ser um dos principais objetivos dos partidos e seus candidatos a prefeito em Ponta Grossa nesta reta final de convenções. E a disputa por nomes e indicações é acirrada, pois tudo deve estar definido até o dia 16 próximo, quando termina o prazo das convenções partidárias.
Mas, para quem pensa que se trata de um processo rápido e fácil, engana-se. Escolher um(a) vice requer muito estudo, paciência e uma clareza que pode ser a diferença entre vencer ou perder a eleição.
Algumas chapas já estão montadas e com vice definido, como é o caso da candidatura da Professora Elizabeth que tem o capitão da PM Saulo como companheiro de chapa.
Além do PSD de Elizabeth, outros partidos já agilizaram este processo. O PSOL vai com o Professor Gadini, mais uma vez candidato, com o também professor Lineu Kieras como vice. O PT do Professor Edson também tem o vice, pastor João Carlos Oliveira Andrade, na parceria com o PC do B. Professor é o que não falta nos partidos de esquerda.
Entretanto, como se sabe, a escolha do vice passa por articulações de quem vai apoiar quem, esquentando a briga por coligações com partidos com bom tempo de TV.
Muitas vezes, na maioria diga-se de passagem, a escolha do vice passa necessariamente por acordos políticos que envolvem não somente a indicação do candidato, mas a possibilidade do partido ter no eventual futuro governo representantes da sigla no primeiro escalação.
Alguns cabeças de chapa ainda não escolheram o(a) vice:
Aliel Machado, que pode ou não ser candidato, articula com Jocelito Canto e a filha Mabel, quem será o candidato e o vice de fato até o final da semana.
Ricardo Zampieri ainda estuda nomes. Dois são mais cotados, um deles um empresário conhecido do ramo de odontologia e outro do agronegócio de PG.
Márcio Pauliki vai esquentar mais a cabeça. Com o número de partidos querendo apoiá-lo crescendo, a escolha do vice será derradeira mesmo, ou seja, somente lá pelo dia 16.
MAS, COMO ESCOLHER UM VICE?
De acordo com alguns analistas políticos, são 3 pontos fundamentais para um partido/candidato escolher um candidato a vice:
  1. A pessoa indicada tem que estar alinhada com sua visão da cidade, suas propostas e ideias. Não adianta ter um vice que pensa diferente puxando o outro lado da corda.
  2. O vice tem que ser forte onde o principal é fraco: se o candidato a prefeito é bom de política e articulação, mas é fraco de gestão e administração, o vice teria que ter estas características para ajudar no governo. O contrário das pontas também é válido. Quem é bom de gestão precisa de uma pessoa “avião” na articulação.
  3. Conheça o passado de quem vai com você: escolher o vice é uma espécie de casamento e o teu melhor amigo pode virar teu pior inimigo. Investigar e conhecer o passado do vice é fundamental para poder saber saber “com quem andarás” nos próximos anos.
Por isto a escolha do(a) companheiro(a) de chapa as vezes é demorada e deve ser feita com sabedoria.
Alguns dizem que, se acertar, ninguém vai perceber, mas se errar, não passa do primeiro turno.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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