Nomeações na Prefeitura de PG continuam em ritmo lento

Nomeações de cargos comissionados continuam em ritmo lento na Prefeitura de Ponta Grossa.
Em quase 30 dias da nova gestão, as nomeações de cargos comissionados na Prefeitura de Ponta Grossa continuam em ritmo lento. O assunto, que ganhou destaque durante a campanha eleitoral, tem sido tratado com extremo cuidado pela prefeita Elizabeth Schmidt.
Até o momento, ocorreram as nomeações dos secretários municipais, presidentes de autarquias e assessores mais diretos, principalmente para garantir o funcionamento da máquina administrativa. Porém, pouco mais de 20% dos cargos comissionados foram preenchidos até o momento, o que demonstra o cuidado que a atual gestão vem tratando o assunto.
Interlocutores do governo vem dizendo que a prefeita Elizabeth está estudando bem caso a caso, cargo a cargo, indicação por indicação. “A atual gestão leva em conta mais a questão técnica do que a política”, destaca alguém ligado a administração municipal.
Ainda não se sabe em qual proporção ou quantidade os cargos comissionados serão preenchidos, se em sua totalidade ou não. O que temos visto é um zelo muito grande por parte do governo municipal nestas nomeações.
Ou seja, para a atual administração, a nomeação de determinada pessoa para um cargo afim, o peso maior na análise antes da nomeação, é se esta determinada pessoa terá condições profissionais de exercer aquele cargo, atendendo ao interesse público, ou seja, que seu trabalho possa afetivamente retornar em benefícios para a população, sem ser exclusivamente para justificar um eventual compromisso político.
Evidentemente que os compromissos existem, isto é normal. Muitas pessoas trabalham nas campanhas políticas e isto lhes garante um fator importante na hora do administrador analisar a nomeação: a confiança.
Aliás, como o cargo já diz, a confiança de aquela pessoa desempenhará suas funções a contento do bem público, é um peso importante na hora da decisão da nomeação. E o componente político existe, não podemos nos esquecer.
Enfim, o componente político não é uma coisa ruim. Se o nomeado for um aliado político e atuar de forma a garantir o cumprimento dos deveres básicos, como honestidade e competência, por exemplo, não há nada de ilegal ou imoral na nomeação.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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