Bolsonaro e Ratinho JR só perdem reeleição para eles mesmos

Governador Ratinho Júnior e presidente Bolsonaro podem ter reeleição facilitada pela inoperância dos setores oposicionistas.
Ainda falta muito tempo para as eleições gerais de 2022, quando os brasileiros irão as urnas para eleger presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Há quem diga que muita água passará debaixo da ponte até que tenhamos uma definição dos protagonistas do pleito. No entanto, o analista não pode e não deve se omitir quando percebe que o cenário de momento apresenta-se da forma como é percebido.
Se nada de extraordinário acontecer, se não tivermos mudanças drásticas no cenário político nos próximos 15 meses, o presidente Jair Bolsonaro e o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, somente perderão a reeleição para eles mesmos, ou seja, pela tomada de decisões equivocadas, que possam ir contrariamente a vontade da maioria da população.
Até este momento – é importante frisar isto – tanto Bolsonaro como Ratinho Júnior estão indo muito bem, inclusive de acordo com pesquisa feita por diversos instituto de opinião pública. Estão conseguindo administrar o problema maior da saúde, devido a pandemia, e também conseguem fazer uma gestão mais eficiente da questão política, cada qual em sua esfera.
Claro que o governador paranaense tem uma missão mais fácil. Afinal de contas, Ratinho Júnior conseguiu reunir mais partidos e mais apoio, sem precisar do segundo turno para conquistar a vitória em 2018.
Já Bolsonaro teve, e continua a ter, mais dificuldades, principalmente porque rompeu com paradigmas políticos existentes há décadas no país, e tem um jeitão diferente de governar, marcado principalmente pela sábia escolha da maioria do seus ministros, mas também por polêmicas, muito em função de seu modo pouco ortodoxo de pronunciar.
Alguns podem até questionar o presidente como gestor. Talvez ele não seja mesmo um grande gestor. Mas, o que a grande maioria do povo queria, Bolsonaro está fazendo. Está desmontando o aparato político que foi montado ao longo de muitos anos, criando um estado gigante, pesado e de altíssimo custo para o país.
A privatização de muitas estatais, por exemplo,  que só servem de cabide político em muitos casos, é uma decisão aplaudida pela maioria da população, exceto pelos setores que se aproveitavam destes cargos para manter um certo poder político.
Entretanto, entre erros e acertos (que são maioria) os adversários de Bolsonaro se limitam a procurar “pelo em ovo”, criticando mais o jeito pessoal do presidente e seus pronunciamentos, do que produzir alternativas para situações as quais a oposição e a grande mídia considera que estejam erradas.
Resultado disto é que a oposição, ainda calcada no desgastado Lula e no mais desgastado PT, não avança em questões realmente importantes para o país, não apresenta projetos e propostas alternativos, se consumindo em seus próprios erros.
Aqui no Paraná não é diferente. Na verdade, a oposição ao governo estadual quase que inexiste. Poucos deputados estão fora do grupo de apoio do governador, e lideranças sem mandato caindo no ostracismo político cada vez mais fundo, pintam um cenário sem concorrência para Ratinho Júnior no ano que vem.
Jair Bolsonaro se fortalecerá politicamente ainda mais com as eleições de seus prediletos nas presidências da Câmara Federal e do Senado, abrindo um leque para aprovações de mudanças e reformas que foram linhas mestras de suas propostas eleitorais em 2018, muitas das quais fundamentais para a evolução econômica do país, podendo provocar resultados positivos imediatos.
Se a oposição continuar neste “mimimi”, sendo prolixa e sem conteúdo, podem lançar quem for. Nem mesmo alianças com outros líderes poderá colocar um nome forte em condições de apresentar uma concorrência direta com o presidente.
Assim, os cenários neste momento são estes, e se não forem tomadas providências diferentes daquelas que temos visto, dificilmente estes cenários devem mudar, mesmo ainda há 18 meses do pleito.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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