Lideranças devem procurar espaço para candidaturas a deputado estadual e federal

Daniel Milla e Ricardo Zampieri, possíveis interessados em disputar as eleições gerais em 2022.
A eleição municipal do ano passado movimentou bastante o cenário político nos Campos Gerais e mexeu com o tabuleiro político visando as futuras eleições. Tanto é assim que surgiram novas lideranças e nomes que podem ambicionar degraus maiores na política regional. Neste sentido, a movimentação nos bastidores já começou, com a presença de nomes que podem efetivamente buscar uma vaga para deputado estadual ou deputado federal 2022.
Um dos fatores que colocam novos posicionamentos para estas candidaturas, é o fato de que houve, nos últimos anos, uma redução da representatividade da região no cenário estadual e também federal.
Ponta Grossa, que chegou a ter 4 deputados estaduais e 2 federais, hoje tem 1 federal, Aliel Machado, por conta da licença do deputado Sandro Alex, hoje Secretário de Estado. No plano estadual, estamos com dois deputados, sendo o mais antigo Plauto Miró, que muitos criticam por não mais residir em Ponta Grossa, e a deputada Mabel Canto.
Para as eleições gerais de 2022, alguns novos nomes devem procurar espaço e apresentar seus nomes para tentar ocupar um vazio político existentes para a Assembleia Legislativa e para a Câmara Federal.
NOMES EM DESTAQUE
Entre as novas lideranças que podem apresentar seus nomes visando uma possível candidatura, estão do vereador e presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, Daniel Milla (PSD) e do ex-vereador Ricardo Zampieri (Rep), candidato a vice na chapa de Márcio Pauliki nas últimas eleições municipais.
Daniel Milla conquistou um terceiro mandato e é presidente do legislativo pela segunda vez. Foi um aliado importante do ex-prefeito Marcelo Rangel nos seus últimos anos de mandato e também foi figura de destaque na campanha vitoriosa da prefeita Elizabeth Schmidt. É quase nome de consenso do grupo político que comanda a Prefeitura de Ponta Grossa e somente não teria chances de obter apoio caso o próprio Marcelo Rangel decidisse uma nova candidatura a deputado estadual.
Ricardo Zampieri deveria ter sido candidato do PSL a deputado estadual em 2018, embalado pela onda de Jair Bolsonaro. Refutou da ideia poucos dias antes do registro da candidatura e cumpriu seu mandato de vereador. Foi escolhido vice na chapa de Márcio Pauliki e mesmo com a derrota da chapa no primeiro turno, saiu fortalecido da campanha.
Ricardo não se abalou com injustiça sofrida durante as investigações do caso do contrato do Estar Digital, no final do ano passado, e deve manter a linha do objetivo de ser candidato a deputado em 2022, principalmente se o presidente Jair Bolsonaro for candidato a reeleição com boas perspectivas de uma nova vitória.
OUTROS NOMES
Evidentemente que outros nomes podem e devem aparecer ao longo dos próximos meses. Porém, muito passará também por aquilo que o ex-prefeito Marcelo Rangel e seu irmão deputado Sandro Alex farão em 2022.
Rangel disse no final do ano passado que teria vontade de ser candidato ao Senado. Quanto a Sandro, não se sabe ainda se ele tentaria um quarto mandato de deputado federal ou costuraria uma composição para ser vice de Ratinho Júnior na próxima disputa ao governo do estado.
Como Rangel e Sandro são os líderes deste grupo, aqueles que desejarem ser candidatos terão que alinhar suas vontades particulares com as decisões que a dupla tomará nos próximos meses, até o começo do ano que vem.
Outro caso atípico é do ex-deputado Márcio Pauliki. Teria ele aposentado sua investidura na política ou ainda teria ânimo para tentar um novo mandato de deputado estadual ou federal? Costuraria ele uma outra candidatura, um nome novo, com seu apoio logístico?
E o grupo do Aliel Machado/Jocelito/Mabel? Naturalmente que Aliel seria o candidato a reeleição com boas perspectivas de vitória, além da própria Mabel, que também deve tentar um segundo mandato. Mas, teria mais alguém para ser candidato deste grupo ou não?
O fato é que os candidatos mais fortes não devem fugir muito destes grupos políticos, ou seja, aqueles mesmos que disputaram a prefeitura em 2020, estarão brigando por posições em Curitiba e Brasília no ano que vem.
Pelo menos esta é  a nossa visão neste momento.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

 

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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