Movimentação na política de PG depende (também) das decisões de Sandro Alex e Marcelo Rangel

Marcelo Rangel e Sandro Alex. Rumo das lideranças afetará o quadro político regional.
Com o passar dos dias e meses deste novo ano de 2022, o assunto eleições 2022 ganhará cada vez mais vez e espaço. Os possíveis protagonistas para disputa das vagas a Assembléia Legislativa, Câmara Federal e ao Senado, começam a se movimentar de forma mais acintosa e ostensiva nos cenários e holofotes da política regional.
Na região dos Campos Gerais, que tem Ponta Grossa como “cabeça de chave” neste espécie de torneio, algumas candidaturas estarão ainda medindo a temperatura do ambiente até o momento em que o Secretário de Infraestrutura, e deputado licenciado, Sandro Alex, e seu irmão Marcelo Rangel, ex-prefeito de Ponta Grossa, definirem seus rumos respectivos neste tabuleiro.
Isto porque Sandro e Marcelo fazem parte do primeiro time do governador Ratinho Júnior, que obviamente, na posição de comandante-chefe, definirá a melhor estratégia, não só para sua reeleição, bem como para manter a equipe unida e coesa afim de assegurar um segundo mandato ainda mais tranquilo, fortalecendo ainda mais suas bases e lideranças no Estado.
Sandro e Marcelo não escondem de ninguém que desejam alçar vôos mais altos na política.
Sandro vem de mandatos consecutivos como deputado federal e agora, como secretário estadual, permeia ainda mais sua capilaridade eleitoral ao realizar parcerias em região onde não tinha tanta visibilidade anteriormente. Há quem diga que uma vaga como vice governador estaria entre os planos mais cobiçados do deputado que, se não conseguir tal intento, por certo preferirá garantir-se em um quarto mandato como deputado federal, eleição dada como líquida e certa com possível votação recorde, inclusive.
Por sua vez, Marcelo Rangel também estuda novos caminhos. No ano passado, inclusive, chegou a afirmar que tentaria uma candidatura ao Senado Federal e continua a trabalhar para pavimentar esta via. Entretanto,  com a saída de Guto Silva da chefia de gabinete do governador e o anúncio do deputado estadual como pré-candidato ao Senado, pode demover o ex-prefeito desta ideia. As outras opções seriam a Câmara Federal, caso Sandro embarque em outra candidatura diferente, ou uma nova tentativa na Alep, esta sim situação bem mais tranquila, também considerada “pule de dez”, como diriam os turfistas.
O certo é a definição destes dois importantes nomes da política regional, irão permear outras candidaturas, pois em termos de candidaturas a deputado estadual, por exemplo, existe um campo vasto aberto para novos pretendentes. Mas, o interesse sempre é medido em relação a  concorrência, pois sem candidaturas de peso, com seria o caso de Rangel a Alep, ficam milhares de votos a solta, procurando novos interessados.
Ainda, precisamos analisar a adesão nestas candidaturas. Como líderes regionais naturais, Sandro e Rangel, dependendo da opção a que vieram a tomar, levarão junto uma série de outras lideranças locais, não somente em Ponta Grossa, mas na região dos Campos Gerais, que poderão realizar parcerias, coligações e candidaturas que reforçarão os respectivos partidos ligados a eles.
Também não é complicado prever que a decisão dos irmãos Oliveira terá um impacto muito forte, não somente na decisão de partidários e parceiros da dupla, mas também na opção dos adversários e eventuais disputantes de votos. Sim, porque a estratégia de uma disputa deve sempre levar em conta não somente os objetivos próprios, mas também aquilo que os adversários pretendem fazer.
Afinal de contas, algum guru poderia até dizer: é sábio saber claramente o caminho que se deseja tomar. Mas, mais sábio ainda, é saber aquele que não se deve tomar.
  • Paulo Sérgio Rodrigues, editor.

About Paulo Sérgio Rodrigues

Comentarista político, radialista, trabalhou em diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há 30 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.

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